E o combate à corrupção?


«O combate à corrupção, alvo recente de três projectos-lei apresentados na Assembleia da República pelo deputado socialista João Cravinho, ficou de fora do pacto sobre justiça assinado sexta-feira passada entre o PS e o PSD» – DN, hoje.

É pena. É suspeito. Mas cabe ao Governo a tarefa ciclópica de erradicar a nódoa que corrói o pano da democracia.

Comentários

Anónimo disse…
PORTO, 2006.09.12
Corrupção....
O assunto é degradante mas é uma realidade. O povo português não é bem um povo corrupto mas lá que dá as suas golpadas isso é inquestionável. A todos os níveis e abrange quase toda a gente. Sobretudo nas declarações de IRS. Pode até ser uma corrupção menor mas trata-se de uma fuga. É pena que os partidos mais representativos não se tenham entendido nesta matéria, já que “PS e PSD consideraram não ser necessário que o pacto abrangesse a corrupção mas tal opção está longe de ser consensual, pelo menos no PS.” Esta não abrangência do pacto é preocupante e ocorre-nos perguntar.. porque não abranger o pacto este ataque à corrupção.
JS
Anónimo disse…
não generalize quando fala no POVO, é que este tem sempre as costas largas.
Ai Abril Abril!!!!!
e-pá! disse…
Para melhor compreender a abrangência e os trajectos sinuosos da CORRUPÇÃO, socorro-me da escrita de Foucault.

"Saiem à superfície, como temática fundamental da História, todos esses processos obscuros que, actuam no âmbito dos grupos, se enfrentam por debaixo do Estado e através das Leis.

É a história obscura das alianças, das rivalidade entre grupos, dos interesses escondidos ou traídos;
a história das distrações do Direito, das transferâncias das fortunas."

Foucault, 1992

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