Boa decisão do «bloco central»

As alterações no campo da Justiça são globalmente positivas e merecem aplauso.

Pouco interessa que rejubile o PSD, é o País que ganha.

Os acordos PS/PSD não são necessariamente maus. Neste caso são boas as notícias e constituem um alívio em relação ao que o PSD e o CDS eram capazes de fazer.

Comentários

Os "acordos de regime" são sempre bem vindos, nomeadamente em áreas tão sensíveis quanto as da Justiça, Saúde, Segurança Social ou Política Externa.

Mas mesmo nestas áreas sensiveis tem de haver liderança objectiva. Ela existe actualmente na pessoa do 1º ministro e ao líder da oposição, com tantos problemas internos, cumpre politicamente ser activo e interveniente.

Mostrar aos seus adversários internos que está a contribuir para o futuro estrurante.

Juntou-se a fome com a vontade de comer e podemos ter outros acordos importantes.
Carlos Esperança disse…
Assim seja, Eminência.
jagudi disse…
A notícia é boa, e alguma reticência dos senhores doutores de leis não é forçosamente um sinal negativo.
Entretanto, o sr.Pulido Valente já veio sugerir que "a segurança social, a saúde, a educação, a economia, as finanças, mesmo a administração do estado ficam claramente fora da matéria a negociar ou negociável com o eng. Sócrates. A credibilidade da oposição não está em ajudar o governo, comprometendo o seu carácter e o seu futuro".
A ideia de bem comum colectivo não existe na engrenagem mental destes iluminados. Para eles, ser oposição é por força opor-se, e tratar do seu futuro. E o poder é uma espécie de bailinho, ora agora mamas tu, ora agora mamo eu. O povo que emigre, claro!
e-pá! disse…
Os acordos de regime são, politicamente, o "centrão".
A "bissectriz política" de posições partidárias que - em princípio - devem ser diferentes, o que por si só tem algum significado.

Por outro lado, podem reflectir situações de certo modo extremadas (caso da Justiça), ou então problemas graves que ultrapassam largamente a duração das legislaturas. Esta última parece ser a situação da Segurança Social.
Todavia, vamos ao problema que levanta S. Eminência na sua sábia oratória: - a liderança deste processo...de concertação política.

Irremediávelmente comprometida!

Senão vejamos:
Há poucos dias o PSD lança um projecto de reforma da segurança social, Sócrates rejeita-o (o Min. Trabalho e da Solidariedade Social é mais radical: repudi-a!) e hoje, em Lamego, o Prof. Cavaco insiste na necssidade do pacto.

Quando sair (...se sair), por onde vai parar a liderança?
Respondo: para grande número de portugueses em Cavaco... que, paulatinamente, vai construindo esse tal "centrão". Foi isso, sob diversas matizes, que foi apresentado na sua candidatura à presidência.

Vamos ver no que isto dá!
Os portugueses querem os problemas resolvidos, é certo, mas fizeram escolhas nas últimas legislativas Que não podem (não devem)ser ultratapassadas pelas últimas presidenciais. São duas coisas diferentes.
Anónimo disse…
"Somos nós que pagamos as pensões dos nossos pais e os nossos filhos pagarão as nossas.
Este é o sistema que herdamos e que queremos manter.
Não queremos um sistema que seja cada um por si.
O Governo tem as suas propostas para responder aos problemas actuais, mas o Governo sabe o que quer e sabe também aquilo que não quer.
Nós não queremos a privatização da Segurança Social".

Sócrates, Primeiro-ministro e secretário-geral do PS, na abertura do Fórum Novas Fronteiras.

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