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MOVIMENTO REPUBLICANO 5 DE OUTUBRO - COIMBRA

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COMEMORAÇÃO do 127.º ANIVERSÁRO DA REVOLTA DE 31 DE JANEIRO

O Movimento Republicano 5 de Outubro (Núcleo de Coimbra) vai evocar, no tradicional jantar republicano, os 127 anos da Revolta de 31 de Janeiro de 1891, como data referencial da caminhada do Portugal Democrático.

No ano em que se comemoram 60 anos das Presidenciais (Humberto Delgado) (8 de Junho) e da Carta a Salazar (António Ferreira Gomes) (13 de Julho), prestaremos Tributo a estes dois Cidadãos pelo seu decisivo contributo na luta contra o Estado Novo, pela II República.

É por isso, com júbilo e boas expectativas que se convidam todas/os Cidadãs/ãos para um jantar a realizar em Coimbra, no próximo dia 31 de Janeiro, quarta-feira, a partir das 19h30, no Restaurante Solar do Bacalhau, Rua da Sota 12, Coimbra.

As inscrições podem ser feitas, desde já e até ao dia 29 de Janeiro, para anabela8@hotmail.com.
Preço €16,50 (pagamento no local). Ementa: Entradas, Lombo de Bacalhau em crosta de broa de milho c/presunto no forno a len…

2.º CENTENÁRIO DO SINÉDRIO

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De Gomes Freire de Andrade a’O Sinédrio e à monarquia liberal
Quando o prestigiado general português, liberal e grão-mestre do GOL, foi vítima de um simulacro de julgamento e executado de forma infamante, Portugal interrogou-se sobre o abandono da família real e a presença indesejada de Beresford, inglês que comandava o Exército e era regente do reino.

Portugal era, na sequência das invasões francesas, um país arruinado e sem autoestima. A família real, refugiada no Brasil, abandonara o País e a dignidade, ao arbítrio de um general inglês, cada vez mais odiado.

Foi neste ambiente que fermentou o ‘Vintismo’, período histórico bem documentado e que deu origem ao liberalismo, precedido pela crueldade sangrenta do miguelismo, que acabou derrotado. As tropelias de D. Miguel, a ambição da mãe, Carlota Joaquina, e os crimes do miguelismo terminaram com a derrota e a renúncia de D. Miguel a quaisquer veleidades reais, em Évora Monte, e conduziram à monarquia liberal.

Hoje, no segundo centenár…

O comércio das almas

O Paraíso não é um lugar especialmente bem frequentado. A avaliar pelos santos que o defunto João Paulo 2 tirou das labaredas do Inferno ou do estágio no Purgatório, tem hoje uma multidão de patifes a jogar as cartas e a servir bebidas ao Padre Eterno.

Não sei se é Torquemada o encarregado do armazém das almas de crianças por nascer e de adultos por batizar, pois sabia-se de ciência certa, com a honestidade que se conhece ao clero, que os não batizados eram destinados ao Limbo, sítio insípido, sem recreações ou crueldades, adjudicado ao Deus de Abraão para fatalidade de almas por abençoar, e que um papa recente extinguiu, por pudor ou falta de rentabilidade.

No armazém das almas o negócio anda próspero com a explosão demográfica a que se assiste, mas Deus é um lojista insatisfeito que quer despachar a mercadoria.

É por isso que a ICAR é contra o planeamento familiar, a contraceção, o preservativo, a IVG, o DIU e a pílula. No Céu há uma alma para cada espermatozoide e é por isso que ta…

TRUMP: The ‘first year’ e outros ‘First’s’…

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Os slogans são - em larga medida - postulados (não axiomas) debitados pelos políticos desprovidos da arquitectura de pensamento aristotélica, dos fundamentos socrático-platónicos e da sistematização matemática euclidiana.
Os slogans - na propaganda política - misturam tudo: a racionalidade, o desejo, a ilusão, o imaginário, o método, os meios, os fins, etc. 
São construídos – por agências de marketing e spin doctors - à volta de irracionalidades sonantes e de contradições gritantes para ‘levar a água ao moinho’, vender uma falácia, mistificar desejos ou impingir um qualquer (e diletante) títere e putativo candidato a uma imprevisível e errática liderança (como se verificou há 1 ano com Donald Trump).
Um dos mais terríveis slogans – porque perigoso em termos de entendimento e execução - é o ‘America, First !’ que conseguiu mobilizar muitos americanos para uma ‘nova cruzada’ e levou ao poder um vendedor de imóveis e de ilusões cavalgando as inseguranças, os medos, os preconceitos e a…

Deutsche Uber Alles, Portugal à Frente, America First

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Há no simplismo dos slogans o apelo à irracionalidade de quem abdica da inteligência e troca a razão pelas emoções.

Os slogans em epígrafe foram o início de duas tragédias à escala planetária e, o do meio, de um desastre local.

Do primeiro, sabem-se as dezenas de milhões de mortos e estropiados que provocou, a chacina que varreu o mundo e terminou no holocausto nuclear de Nagasaki e Hiroxima, passando pelos fornos crematórios, destruição, caos e miséria de países e povos.

O último está na origem das tragédias que se avizinham, depois de um ano a prepará-las e das já consumadas. O racismo, a xenofobia e o extremismo ideológico desestruturam a sociedade e aprofundaram o abismo entre pobres e ricos, enquanto alimentaram novas guerras e velhos ressentimentos na espiral de demência bélica que ameaça o Planeta.

Depois dos ataques a um módico de apoio aos americanos mais pobres, da perseguição às minorias étnicas, da erosão ética da sociedade, do ataque a instituições internacionais, do des…

UE: Os cíclicos recados e a ‘paranóia reformista’…

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Mais uma vez a UE ao analisar a situação portuguesa volta a colocar o acento tónico na intensificação do ‘ímpeto reformista’ link.  É uma recomendação crónica para além do caricato que a questão encerra neste momento, isto é, Mário Centeno, presidente do Eurogrupo,  a transmitir recados a Mário Centeno, Ministro das Finanças português. A forma genérica encontrada pela UE para definir esta ambiguidade crítica é solicitar a promoção reformas ambiciosas que promovam (passe a redundância) o desenvolvimento económico. Penso ser uma asserção do tipo Monsieur La Palisse. As reformas serão sempre necessárias e, por tal motivo, óbvias. Por outro lado, a ambição é uma característica humana. O difícil é definir o tipo de reformas que cumpram o objetivo de desenvolvimento (e não só de crescimento). E fazer isso sem espezinhar as pessoas e os seus direitos poderá ser o busílis. Na realidade, a UE pretende ignorar - contornar  o facto - que no País governa o Partido Socialista, apoiado pela Esqu…

A abertura do ano judicial

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E-Pá A abertura do ano judicial trouxe à ribalta política questões verdadeiramente importantes. A primeira das quais será uma promiscua relação entre a justiça e a política. A clarificação desde dois âmbitos é essencial. Nem a justicialização da política (p. exº. Brasil), nem a governamentalização da justiça (exº. Polónia) são boas soluções. 
A 'separação das águas' é fundamental para preservar a autenticidade democrática e o decorrer da abertura do ano judicial questiona se foi, de facto, isso que aconteceu. Todos temos queixas sobre o sistema judicial e desejamos que se resolvam bloqueios ancestrais que infestam este pilar da democracia.
Para além de questões pontuais como é a duração do mandato do(a) Procurador(a) Geral da República e o imbróglio com a República de Angola existem problemas de fundo.  Um deles - para figurar como alerta - é a intromissão do Presidente da República numa área que pode e deve opinar, mas não deverá ser o seu 'condottieri'.
No ano pas…