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Todos somos racistas

Chamar racista ao Prof.André Ventura, da Universidade Autónoma de Lisboa, com conhecimento aprofundado de hebraico e arábico, que concluiu com 18 valores o ensino secundário no Externato Penafirme e licenciado em Direito na Universidade Nova, com 19 valores, é legítimo.

Que o insigne primata é um académico erudito, prova-o currículo que o próprio jurista publicita na Internet, segundo divulgou o jornalista Pedro Tadeu, no DN.

Que o candidato a vereador de Loures, pelo PSD e CDS, veja retirado o apoio do último partido, por oportunismo ou convicção, só revela que o CDS enjeitou o legado de Paulo Portas, que chamava ‘subsídio dos ciganos’ ao Rendimento Social de Inserção (RSI).

Já o apoio de Passos Coelho ao defensor da prisão perpétua parece um suicídio político por falta de apoio psicológico do Governo ao autoproclamado líder da oposição.

André Ventura é um académico ilustre, medíocre cidadão e execrável político, capaz de recorrer aos mais baixos instintos de um País que não digere a…

Perguntar não ofende

Hoje passei por um canal televisivo a caminho do jantar e saiu-me um rosto conhecido. Era o edil da Guarda a falar dos incêndios do concelho. Lembro-me dele como ajudante de Dias Loureiro no MAI.

Depois disso, dedicou-se, com sucesso eleitoral, à vida autárquica. Fez três mandatos em Gouveia, depois conseguiu eleger-se na Guarda e só não concorreu a Coimbra – o seu sonho –, por, ao que me dizem, as sondagens serem desmoralizadoras.

Estava a dizer – eu ouvi –, que os bombeiros, a GNR e as populações não podiam ter feito melhor, tinham sido extraordinários, foram todos excelentes e de uma eficácia notável.

E, logo a seguir, disse que faltou quem os coordenasse.

Se foram tão extraordinários e excelentes, para que precisavam de quem os coordenasse? E se, ao contrário do que disse antes, precisavam, para que acabou o PSD com os Governadores Civis, que tinham essa função, sem que outra entidade os substituísse?

Fiquei com a vaga sensação, talvez injusta, de que, à semelhança de alguns comen…

Afinal, há dois partidos no PSD.

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Difícil é saber em qual PSD votam os eleitores.

O PSD e a Câmara de Loures (PSD + CDS)

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Agora percebe-se melhor a falta de espaço para um partido neonazi, mas não se esperava que o PSD de Sá Carneiro, Magalhães Mota, Pinto Balsemão e Mota Amaral chegasse a este estado com Passos Coelho.


O Dr. Gentil Martins (GM), a ética e a entrevista ao Expresso

O obsoleto cidadão nunca foi uma referência ética ou exemplo recomendável. Esteve sempre mais próximo da Inquisição do que do humanismo. Nasceu, cresceu e mirrou obsoleto, mergulhado em fanatismo religioso e obscurantismo. O talento cirúrgico não o livrou de ser um fóssil, um veículo reacionário em colisão com os direitos individuais.

Que o virtuoso cirurgião tenha sido bastonário da OM só revela o conservadorismo dos médicos que então o elegeram. Quando, em 2007, estava em discussão a IVG, afirmou que, para ele, os médicos que defendiam o ‘sim’ no referendo, eram ‘licenciados em medicina’, ‘não eram médicos’. O dono da verdade única destilava ódio, com a sanha de um Cruzado e o ressentimento de um beato.

Impede-me um módico de piedade de acoimá-lo de ‘estupor moral’, epíteto com que ele brinda o método de reprodução a que recorre um conhecido atleta português, conduta de que também discordo, mas sou incapaz de qualificar com linguagem de almocreve.

GM [defendeu na entrevista na revis…

Gentil Martins: As ‘anomalias’, os ‘desvios’ e os ‘estupores morais’ e os ‘sadomasoquistas’…

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Gentil Martins deu uma entrevista ao Expresso em que aborda o tema da homossexualidade e as barrigas de aluguer que veio agitar as já turbulentas águas sociais neste cálido estio enxertando uma desnecessária uma polémica sobre aquilo que são, hoje, direitos dos cidadãos link. Não vou debruçar-me sobre a gravidade deontológica das declarações produzidas, entendidas como originárias de um conhecido médico, já que o bastonário da Ordem dos Médicos apressou-se – e bem – a sublinhar o distanciamento das afirmações proferidas, separando um eventual laudo médico de uma constitucionalmente consagrada liberdade de expressão que todos os cidadãos auferem e devem exercer link. Mais, o facto de a imprensa anunciar a abertura de um inquérito no seio da sua Ordem profissional faz com que deixe as questões deontológicas para serem dirimidas em sede própria link. Todavia, o longo percurso de vida de Gentil Martins, enquanto cidadão, não deixará de estar sob os holofotes da opinião pública na anális…

Assunção Cristas

Quem foi capaz de aprovar a resolução do BES, sem conhecer o dossiê, só porque uma colega, Maria Luís, lhe pediu, e se julga apta a acusar o primeiro-ministro de falta de sentido de Estado, lembra um príncipe saudita a falar de direitos humanos.