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Passos Coelho: Um primeiro-ministro embuçado...

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A errática postura de Passos Coelho durante o   XX Governo Constitucional sempre soou a estranho, para não dizer, a falso. Mostrando-se incapaz de fazer uma oposição satisfatória (para o seus apaniguados) demitiu-se de estudar os problemas, analisá-los e arquitetar alternativas. Pesa nos seus ombros e  na sua consciência a triste máxima que usou para o seu Governo. Continuará a acreditar que 'não há alternativas'? Passos Coelho tornou-se, pela notória incapacidade, um fracassado líder da Oposição transformando-se num medíocre comentador da acção governativa e, ainda, um desbocado anunciador de demoníacas desgraças.
Esta notória incapacidade que o paralisa e o faz cair no descrédito teria de ter uma razão de fundo. Resolveu, agora, acreditar num 'sebastianismo bacoco' e augura [perante os seus partidários e simpatizantes] um auspicioso dia de nevoeiro que ocorrerá em 2019.  Ontem, soubemos quais as bases de um tão descabido comportamento. Num jantar comício em Parede…

Notas avulsas sobre fragmentos da história da(s) Catalunha(s) ...

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O ‘separatismo catalão’ que hoje está em perturbante ebulição insere-se numa longa deambulação histórica. Começa em tempos muito recuados - e até se atravessa na nossa história – reportando-se aos remotos tempos do ‘império carolíngio’ (Carlos Magno).
O povo catalão (que os integracionistas preferem denominar de ‘comunidade catalã’)  foi, durante toda a Idade Média, um condado (ainda hoje é designada como ‘cidade condal’) que teve dependências e estreitas ligações com o reino de Aragão.
No ‘âmbito ibérico’ teve um percurso atribulado até ao surgimento das ideias liberais sendo mais uma região da ‘Grande Espanha’, um pouco da mesma maneira que alguns ‘iberistas’ (integracionistas), defensores de uma conceção unitária, absolutista e até imperial do ‘reino’, também olhavam para o nosso país.
A este propósito é curioso recordar um episódio paradigmático. Em 1 de Dezembro de 1640, quando da Restauração nacional, o duque de Bragança (futuro rei) tinha sido nomeado comandante-chefe das for…

O exótico padre Portocarrero de Almada

E eu que não esperava escrever ao Observador! :(

Exmo. Senhor
Diretor do jornal Observador
leitor@observador.pt

Senhor Diretor,

No artigo de opinião "Publicidade enganosa", publicado no Observador, em 16/9/2017, o articulista, padre Gonçalo Portocarrero de Almada, escreve o seguinte:

«Deverá o burro ostentar, por maliciosa hipótese, a honrosa representação dos ateus, cuja exclusão do presépio seria não só inconstitucional, por discriminatória, (…)?!»

Se o exótico sacerdote fosse um cidadão respeitável, a frase seria uma grave ofensa aos ateus, entre os quais me conto, identificando-nos com o burro do presépio, onde a estrela da coreografia é a referência da religião que o padre professa.

De qualquer modo, não posso deixar de lamentar a grosseria, lembrando que Camilo Castelo Branco chamou a Frei Gaspar da Encarnação «uma santa besta», epíteto que não uso para o padre Gonçalo por três razões:

1 – O referido padre é decerto um bípede;

2 – Um ateu tem obrigação de ser uma pesso…

Relembrar Cavaco

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Recordo hoje o farol da ética visto por outro igual, mas muito mais inteligente e com um domínio da língua incomparável:

«Cavaco - O tempora o mores!

1993, Cavaco em Salzburgo, pago pela Nestlé e criticado por Paulo Portas em O Independente.

«Na notícia do Indepente, escrita por Paulo Portas, pode ainda ler-se que “nós pagámos o Falcon e a Nestlé pagou o resto – os bilhetes para o festival, a estadia na suite presidencial do melhor hotel da cidade e um passeio para ver as vistas. Tudo confirmado pela multinacional. (...) Foi assim que pela primeira vez um primeiro-ministro português se deslocou ao estrangeiro a convite de uma empresa privada."

"O homem que confunde Thomas Mann com Thomas More está no seu legítimo direito quando faz alguma coisa para se cultivar. (…) Seja qual for a importância da causa, o cidadão Aníbal Cavaco Silva não pode obrigar quem paga impostos a financiar-lhe despesas de elevação espiritual (…)”

"O PSD agarra[-se] ao Estado como a lapa à rocha.…

A UE e a ‘questão catalã’…

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A maneira como a União Europeia está a olhar para a ‘questão catalã’ é deveras sintomática da incapacidade de construir uma estratégia comum e atinge frontalmente todos os devaneios de coesão (política, económica e social). O silêncio impera entrecortado por mal disfarçados e monossilábicos lamentos que mais não são do que a expressão de transitórios incómodos pelo perturbar da ‘tranquilidade burocrática’ que impera nos gabinetes de Bruxelas. A União Europeia afirma que só intervirá na questão se tal for solicitado por Mariano Rajoy link. Este pedido é uma longínqua hipótese já que, numa primeira abordagem, representaria o fracasso do Governo de Madrid. A ausência de uma mediação europeia é uma incontornável realidade e refugia-se na ‘confortável posição’ de que a questão catalã é um assunto interno de Espanha. Quando a situação extravasar as disputas constitucionais e resvalar para a repressão, invadindo as ruas e carreando aspetos de ‘guerra civil’ embrionária, uma questão tabu p…

Quem diria!

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Portugal é o país da União Europeia mais adiantado na execução dos fundos europeus.
(dados de 31 ago)
Mais um êxito do Governo. Espera-se que o PR felicite o Governo atual e o anterior.

Trump na ONU

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A prestação de Donald Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas é, aparentemente, má demais para ser verdade. Parece impossível considerado o staff político yankee – com todas as suas nuances – que não exista alguém capaz de pôr cobro a semelhantes desvarios. Suspeitava-se que o Presidente - que o sistema eleitoral americano elegeu - não fosse capaz de definir uma estratégia inteligível e coerente de política externa. Mas a situação é pior. Trump, não só se revela altamente incapacitado para definir um roteiro político para o exterior como, paralelamente, exibe uma mistura de uma intolerável arrogância com uma olímpica insensatez, conduzindo a política internacional para os mais baixos caminhos da provocação. Levantou inquietantes questões: - Que tipo de política se pretende levar a cabo quando publicamente se ameaça um País com a destruição total? link. - Como se pode ignorar que os países limítrofes – entre eles o aliado Coreia do Sul - seriam também duramente afectados? . - E…