segunda-feira, maio 08, 2017

Há 72 anos – Fascismo, nunca mais!?

Na década de 30 do século passado a crise económica e o desemprego foram o caldo de cultura de regimes autoritários, homens providenciais e povos submissos, a germinarem no pântano da xenofobia onde desaguaram esgotos nacionalistas e pulsões belicistas.

O nazismo e o fascismo foram populares. Hitler chegou ao poder pela via eleitoral. A demagogia e o populismo submergiram as vozes sensatas, em toda a Europa. A própria família real inglesa, de origem alemã e germanófila, apenas foi constrangida à discrição. Em Portugal, Itália, Áustria, Polónia, Croácia, etc., etc., eram muitos os que exultavam com a expansão alemã, enquanto a demência antissemita cremava 6 milhões de judeus.

A Alemanha, ignorando o tratado de Versalhes, como ora os EUA desrespeitam a ONU, tinha começado uma guerra de expansão com fortes apoios nos países ocupados. Só a Espanha, vítima da barbárie do genocida Franco, chorava em silêncio, num ambiente de medo, luto e silêncio, 1 milhão de mortos, desaparecidos e refugiados.

O nazi/fascismo espalhou o conflito pela África e Ásia e na Europa não foram os povos que o derrotaram, foram os EUA e a URSS que vieram esmagar a besta nazi.

Há 72 anos terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. O exército alemão rendeu-se. Dez dias antes, em Itália, Mussolini fora julgado sumariamente e fuzilado com a sua amante, Claretta Petacci. Dois dias depois, Hitler suicidou-se com um tiro na cabeça e a sua mulher, Eva Braun, com a ingestão de uma cápsula de cianeto.

Sob as ruínas da tragédia, a Europa esconjurou os demónios do nazi/fascismo, lambeu as feridas, preservou a paz e procurou a justiça social.

No Dia da Vitória, hoje, 8 de maio de 2017, 72 anos depois, vemos amargamente como é curta a memória dos povos.

2 Comments:

At segunda mai 08, 04:52:00 da tarde, Blogger MR said...

Hoje, em França escapámos às comemorações no Arco de Triunfo com a neta espiritual, por ser Macron o novo presidente

 
At terça mai 09, 11:26:00 da manhã, Blogger Carlos Esperança said...

Bom e agradável comentário, MR. Mas é preocupante que a votação da filha já seja metade da do pai.

 

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